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Postado: 19/08/2020 | 18:06

ÁLCOOL E QUARENTENA: por que essa combinação é tão comentada na pandemia ?

Profissionais de saúde de diversas áreas têm apresentado lives, matérias e vídeos em redes sociais falando da preocupação com o aumento excessivo do consumo de álcool durante essa pandemia. A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) divulgou um estudo recente mostrando que as vendas de bebidas alcóolicas em distribuidoras aumentou em 38%. Já nas lojas de conveniência o aumento foi de 27%.

Mas como saber se estamos consumindo em excesso? Os especialistas dizem que muitas pessoas aumentaram o consumo de bebidas devido ao estresse da situação pandêmica. Algumas pessoas sentiram-se ansiosas demais; outras apresentaram quadros de depressão ou insônia. E na busca de relaxar o pensamento e as emoções, na falta do convívio social, a bebida passou a ser vista como uma válvula de escape.

Segundo a escala Audit (Alcohol Use Disorders Identification Test), existem quatro zonas distintas entre os que não consomem álcool em excesso e os que abusam dele.

Zona 1 – É de baixo risco. São pessoas que bebem menos que duas doses por dia ou que, em ocasiões esporádicas, bebem no máximo cinco doses. Neste caso, é necessário manter a saúde em bom estado e a mente em equilíbrio.

Zona 2 – Pode ser considerada de risco. Quem está nesta faixa bebe acima de duas doses diárias e ultrapassa as cinco doses em uma situação única. São pessoas que não apresentam problemas em decorrência desses hábitos. A orientação básica sobre o uso abusivo e as intercorrências psicológicas e físicas pode ajudá-las  a voltar para a Zona 1.

Zona 3 – É uma zona de risco, da qual fazem parte aqueles que consomem álcool de forma prejudicial. As quantidades, habitualmente consumidas, são maiores e com maior frequência quando relacionadas a consumidores da Zona 2. Os consumidores desta faixa já apresentam algum tipo de distúrbio decorrente do abuso do álcool. Porém, essas pessoas não apresentam dependência, por isso uma intervenção com terapia para sanar questões pessoais e a reeducação alimentar podem ajudar.

Zona 4 – De alto risco. Os consumidores enquadrados nesta faixa têm grandes chances de se tornarem dependentes. A bebida pode estar ocupando um lugar de destaque na rotina destas pessoas. Ela devem ser avaliadas e orientadas a buscar um serviço de ajuda ideal aos seus casos.

Bebidas como cerveja, cachaça ou vinho apresentam diferentes graduações de álcool. Uma mesma dose destas bebidas pode resultar em diferentes níveis de álcool no sangue. É sempre bom recorrermos ao bom senso e avaliarmos se a bebida está encobrindo ou ampliando problemas de saúde e/ou emocionais. E, também, se está gerando problemas em nossas relações sociais. Lembre-se: todos passamos por situações difíceis e procurar a ajuda de um profissional é sempre o melhor caminho. A saúde é um patrimônio inestimável, por isso cuide-se com carinho.